Gato bravo nem sempre está com raiva: pode ser medo

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Encontro curioso entre gato branco jovem e cachorro peludo no jardim

Você já se deparou com um gato todo eriçado, bufando, com os olhos arregalados―e logo pensou: “nossa, esse gato está com muita raiva!”? Olha só, pode até parecer, mas a verdade é bem mais curiosa do que a gente imagina. O comportamento de um gato bravo nem sempre tem a ver com raiva de verdade. Muitas vezes, por trás de toda aquela pose assustadora, o que mora mesmo é… medo! Isso mesmo. E se você já convive com gatos (ou cães!) vai se surpreender com como emoções e reações deles nem sempre são o que parecem.

Gato bravo: sempre raiva… ou nem tanto?

Vamos falar de gato bravo. Primeira reação da maioria das pessoas? Achar que é raiva pura. Só que, na prática, os sinais de um gato “furioso” também são usados quando eles sentem medo. A palavra-chave aqui é: defesa. Ou seja, aquele gato com pelos eriçados, orelhas para trás e miado forte, costuma estar tentando se proteger. Esse comportamento é bem diferente de quando eles estão realmente irritados ou sentindo algum perigo real.

Quando o assunto envolve cães e gatos, as aparências sempre enganam. Com cães é parecido: sabe aquele cachorro que late demais quando vê alguém na rua? Nem sempre é fúria, pode ser ansiedade ou insegurança.

Por que o medo faz o gato parecer furioso?

Gatos são sobreviventes natos. No fundo, eles preferem evitar conflitos, sabia? Então, quando se sentem ameaçados―pelo aspirador de pó, pelo barulho de fogos, ou até pela presença de um cachorro mais agitado em casa―eles ativam o “modo assustador”. E a real é que isso tudo é teatro para afastar o que está assustando.

A postura do gato bravo, com o corpo arqueado, rabo em escova e dentes à mostra, manda um recado claro: “não chega perto, tá?”. O medo faz o gato inflar e parecer maior do que realmente é, tudo para evitar uma possível briga.

E nem precisa ser algo muito sério pra isso acontecer. Às vezes, um movimento brusco, um cheiro estranho ou aquele barulho inesperado já são suficiente para acionar essa reação.

Como diferenciar raiva e medo no comportamento felino?

Taí uma pergunta que muita gente faz: “como saber se meu gato está com medo ou só bravo mesmo?”. A dica é ficar de olho num conjunto de sinais, e não apenas em um gesto isolado.

Gato com medo de verdade costuma:

  • Tentar fugir primeiro (se possível)
  • Procurar abrigo (embaixo da cama, armários, cantinhos)
  • Mostrar os dentes e rosnar só se sentir encurralado
  • E, quase sempre, ficar com os olhos bem abertos e pupilas dilatadas

Já um gato realmente irritado ou irritadiço pode avançar, morder ou arranhar se você insistir na aproximação. Eles até avançam, mas é depois de muitos avisos.

Nos cães, aliás, também podemos confundir excitação com agressividade. Movimentos de alerta não significam, necessariamente, que eles querem atacar.

E quando envolve cães e gatos juntos?

Aliás, essa cena é comum em quem tem os dois em casa: o cachorro tenta “brincar”, o gato assusta, faz uma pose ameaçadora. Muitos tutores entendem que rolou raiva, mas é pura autodefesa. Nestes momentos, manter a calma e separar os dois é sempre o melhor caminho.

Dicas para lidar com gato bravo (ou com medo!)

Agora, nada de pânico se você se deparar com um gato bravo dentro de casa. Vai por mim… é possível ajudar seu bichano a se acalmar e se sentir seguro.

  • Não tente tocar: mesmo que dê vontade de fazer carinho, resista! Eles precisam de tempo e espaço.
  • Ofereça esconderijos: caixas, mantinhas, caminhas em locais estratégicos ajudam muito.
  • Evite ruídos ou movimentos bruscos: mantenha um ambiente mais controlado.
  • Fale baixo: um tom de voz suave acalma gatos e até cães assustados.
  • Dê espaço: deixe o gato buscar sua atenção de leve, quando sentir vontade. Aos poucos, ele percebe que está seguro.

E lembre-se: se o comportamento de medo ou agressividade persistir, vale a pena procurar um veterinário comportamental. Especialistas em cães e gatos conseguem orientar certinho como melhorar a relação entre eles, e deixar a vida de todos em casa bem mais tranquila.

Curiosidades: gatos e cães, emoções à flor da pele

  • Sabia que gatos possuem mais de dez formas diferentes de vocalizar suas emoções? Nem sempre miado é só fome!
  • Cães sentem o nosso clima emocional. Quando o tutor está nervoso, o cão pode reagir, latir mais ou estranhar visitas.
  • Gatos podem desenvolver medo crônico se expostos sempre ao mesmo estímulo assustador, tipo barulho de obras ou brigas de outros animais em vizinhança.
  • Os bigodes dos gatos são “sensores” poderosos: se encolhidos para trás, pode ser medo extremo.

E aí, já viu um gato bravo que na verdade só queria colo?

A convivência com cães e gatos surpreende todo dia, né? Nem sempre aquele gato bravo está realmente querendo confusão: às vezes, tudo o que ele queria era paz e um cantinho seguro pra se esconder. E você, já pegou seu bichano pós-susto, todo armado, só depois descobrir que era só medo mesmo? Compartilha sua história! Vai que ajuda outros tutores a enxergar seus pets de um jeito diferente.

Foto do autor

Hatus Feitosa

Apaixonado por cães, gatos e suas curiosidades, o autor deste blog criou um espaço dedicado a compartilhar descobertas, comportamentos e fatos surpreendentes sobre os companheiros de quatro patas, encantando tutores e amantes de pets com conteúdos informativos e envolventes.